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O médico José Alfio Piason, associado remido da SMCC e presidente da entidade na gestão 1954/1956, faleceu no último dia 27 de agosto. A Missa de Sétimo Dia será celebrada nesta quinta-feira, dia 2 de setembro, na Igreja Santa Rita de Cássia.
Homenageado pelo Prêmio Paes Leme de 2007, este médico ginecologista e obstetra fez parte do corpo clínico do Hospital Vera Cruz desde 1946, sendo respeitado pelos colegas, familiares e inúmeros pacientes.
O médico José Alfio Piason, associado remido da SMCC e presidente da entidade na gestão 1954/1956, faleceu no último dia 27 de agosto. A Missa de Sétimo Dia será celebrada nesta quinta-feira, dia 2 de setembro, na Igreja Santa Rita de Cássia.
Homenageado pelo Prêmio Paes Leme de 2007, este médico ginecologista e obstetra fez parte do corpo clínico do Hospital Vera Cruz desde 1946, sendo respeitado pelos colegas, familiares e inúmeros pacientes.
Campineiro, Piason clinicou até 2006, quando decidiu que era hora de parar, já tendo ultrapassado os 80 anos de vida. Estima-se que tenha feito cerca de 8 mil partos em 60 anos de atuação profissional. Ele próprio lembrava-se com orgulho, que chegou a fazer 30 partos em um único mês.
O médico cursou a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e se formou em 1940. Pouco depois de formado, esteve nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial, como tenente de infantaria dos Expedicionários da FEB.
Quando retornou, foi médico chefe do Primeiro Ambulatório Pré-Natal de Campinas, organizado por ele, junto a Legião Brasileira de Assistência, em 1946. Foi admitido para o corpo médico do Hospital Vera Cruz e da Maternidade de Campinas, também neste ano.
Em março de 2007, recebeu uma bonita homenagem da Fundação Rocha Brito e da equipe do Vera Cruz, por seus 90 anos. Na ocasião, ele agradeceu sua família, sua esposa Maria Cândida – companheira por quase 70 anos, “uma mulher muito especial”(falecida em 2003), além dos filhos (teve oito) e netos. Escolheu, para terminar seu discurso, os versos da música “Quando eu me chamar Saudade”, de Nelson Cavaquinho & Guilherme de Brito, que emocionou a todos os presentes. Confira:
“Sei que amanhã quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração.
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão.
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora.
Por isso é que eu penso assim.
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais”.
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