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Departamento Jurídico: Conciliando relógio e consultas

Artigo: Departamento Jurídico Por Vera Lúcia Espinoza

 

Sem dúvida alguma, o conhecimento técnico, a qualidade e o talento são prioridades básicas na escolha de um profissional médico. Contudo, o advento do Código de Defesa do Consumidor trouxe um elemento novo para a Medicina: a figura do paciente-cliente, que na busca pelos serviços médicos faz uma avaliação ampla e profunda do que lhe é ofertado, apresentando-se cada vez mais exigente e informado sobre seus direitos.

Nesse panorama, o respeito ao horário previamente determinado para a realização da consulta aparece como um diferencial muito importante, capaz de atender e até superar as expectativas dos pacientes.

Não obstante, o atendimento o mais próximo possível do horário previamente agendado, evita reclamações por parte dos pacientes junto aos convênios, órgão de defesa do consumidor e principalmente perante o Cremesp, valendo a pena enfatizar que neste órgão, o atraso demasiado em consultas aparece como sendo uma das principais queixas relacionadas ao atendimento médico (www.cremesp.org.br).
A reclamação do paciente é agravada se, além do atraso, ele tem seu atendimento preterido por um representante de laboratório. Pior ainda se essa situação for presenciada pelo acompanhante do paciente, que se torna testemunha presencial dos fatos.
Com certeza, na grande maioria das vezes, são os cuidados com os próprios pacientes as causas dos atrasos. Mas, a prudência aponta para a crescente necessidade de adequação à nova postura do cliente (ex-paciente), cuja expectativa é de que seu atendimento seja feito o mais próximo possível da hora marcada.
A pontualidade gera respeito, confiança e credibilidade, além de evitar dispêndio de tempo na elaboração das justificativas que deverão ser apresentadas nas prováveis reclamações feitas pelos pacientes junto aos órgãos competentes, pelo atraso descomedido no atendimento.

 

Sala de espera requer ambiente aconchegante
Dicas da Arquiteta
Maria Silvia Abrucezze

 

Se muitas vezes é impossível evitar que os pacientes fiquem algum tempo (ou muito!) aguardando atendimento na sala de espera, O MedicAção oferece nesta edição, dicas da arquiteta Maria Silvia Abrucezze, profissional com 20 anos de experiência no mercado, para tornar as salas de espera dos consultórios mais aconchegantes. A arquiteta acredita que é sempre importante o acolhimento do paciente, desde a sala de espera. Por isso, a decoração em todos os seus detalhes, é muito importante. “Este tema não é um detalhe de menor importância que o atendimento médico dispensado ao paciente. É tão importante quanto!”, avalia.
Por isso, abaixo ela dá algumas dicas para tornar este ambiente mais agradável:

1-Salas de espera bem ventiladas e arejadas
O conforto térmico e acústico deverá ser avaliado como premissa do projeto.

2-Cores harmoniosas
É muito importante pensar nas cores, que devem ser agradáveis, proporcionando tranqüilidade. A cor é uma grande aliada para atingir o que se espera de cada ambiente. Haja vista os Fast-foods com ocres extremamente vibrantes.
É sempre bom pensar em um projeto específico, que valorize alguns espaços através de materiais de diferentes cores e texturas. Fica um alerta para não ir colocando textura em tudo, ou marcando com tons mais fortes, pois, nem sempre o que deu certo em um ambiente, dará em qualquer outro.

3- Mobiliário confortável
O tempo passa e é preciso reciclar! Trocar o tecido já faz uma mudança significativa. É preciso ainda avaliar se os móveis são ergonômicos, pois, do contrário, a espera torna-se muito cansativa.
Outra dica é montar um layout do espaço, verificando o número de lugares possíveis (levando-se em conta os lugares necessários em dias de muito movimento), de forma a acolher bem a todos.

4-Iluminação adequada
Parece simples escolher uma luminária, mas não é. Existem, por exemplo, lâmpadas que aquecem o ambiente e, usadas sem critério, podem sobrecarregar os aparelhos de ar condicionado. Também pode ocorrer da lâmpada direcionar o foco de luz em cima do paciente, sendo mais um fator de desconforto.

5- Objetos de decoração
Os objetos de decoração (quadros, vasos, flores etc) também são importantes para tornar o ambiente mais acolhedor. Não é preciso peças caras, mas que sejam harmônicas, com cores claras, que despertem para a vida ou o que ela tem de belo. Não se apegue a “peças de valor sentimental” se elas não se enquadram ao que você gostaria de mostrar em seu consultório. Muitas vezes, a peça tem valor para você, mas não compõe o ambiente como peça de decoração, devendo ser eliminada. O melhor é guardar em outro espaço, mais reservado aos seus pertences pessoais.

6-Música ambiente, televisão
Estes são elementos que devem ser estudados com muita cautela, pois, ao invés de cumprir o papel de distração, acabam fazendo o papel inverso. É necessário estudar cada caso em particular.

7- O banheiro
É importante considerar a possibilidade de uso para deficientes físicos, pois este é o enfoque que se tem buscado de forma universal: não excluir ninguém e possibilitar o máximo de conforto, especialmente nas necessidades básicas.

8- Água, café ou chá
Este espaço é sempre acolhedor para os clientes.

 

 

Contato:
Maria Silvia Abrucezze
arquitetura
e-mail: arqmariasilvia@terra.com.br
site: www.msilvia2a.com
fone: (19) 3212-0207