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A Fazenda São Vicente foi
adquirida pelo bisavô de Caio Sérgio
Paes de Barros, em 1834, quando Campinas ainda nem
era uma cidade. A região chamava-se Vila de
São Carlos de Mato Grosso e se transformaria
em um Município seis anos depois, em 1840.
Na fazenda funcionou uma grande serraria que abastecia
toda a região, inclusive tendo fornecido a
madeira utilizada para a construção
de Campinas. A fazenda foi passando de geração
a geração.
Caio Sérgio Paes de Barros, que nasceu em São
Paulo, onde funcionava a sede administrativa da fazenda,
tornou-se engenheiro elétrico e trabalhou em
várias hidrelétricas, incluindo a Usina
Hidrelétrica Jaguari, localizada no Rio Jaguari,
que era de Silvio Maia, seu primo.
Em 1970 casou-se com Tufia Cotait, irmã de
Daher Cotait, médico muito importante de São
Paulo, diretor do Hospital Sírio Libanês
e professor da USP. Caio acabou herdando a Fazenda
São Vicente, onde construiu a sede (atual clube
de campo da SMCC) como um monumento de presente para
a esposa.
A casa, de altíssimo padrão, contou
com projeto do famoso arquiteto Hugo de Patsce e a
decoração de Terri de La Estufa. O próprio
Caio foi responsável pelo plantio das 2 mil
árvores em volta da sede.
O local também foi importante para a educação
dos filhos e para reunir os amigos. A Fazenda, inclusive,
tornou-se um ponto de encontro da sociedade paulistana.
Geralmente vinham de 40 a 50 pessoas para passar os
fins de semana e férias no local.
Em 1979, Caio decidiu vender a fazenda. Foi quando
surgiu a oportunidade de fazer um negócio com
a SMCC: ficou combinado que os médicos comprariam
100 lotes da fazenda e, em troca, ele daria de presente
a sede, com seus 40 mil metros quadrados.
Quem intermediou a negociação foi o
empresário Brás Soares Filho (falecido)
e o doutor Amoedo Neto, ex-prefeito de Mogi Mirim,
proprietários da imobiliária que cuidou
do loteamento. O local foi chamado de Sítio
de Recreio Bosques de Notre Dame.
A proposta na época, veio de encontro com o
desejo da entidade de ter um outro local para a realização
de seminários e eventos da classe médica,
pois a sede ficava em uma área muito pequena,
no Centro da cidade e acharam que seria bom encontrar
uma área maior. "Com a proposta desta
doação da sede da fazenda, em troca
da venda dos lotes, houve uma adesão muito
grande dos médicos, que centralizaram seus
investimentos nesta área", conta Edwald
Merlim Keppke, presidente da SMCC na época.
Caio Sérgio Paes de Barros foi homenageado
pela edição de 2003 do Prêmio
Paes Leme da SMCC.
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